PAISAGEM, CULTURA E PARTICIPAÇÃO SOCIAL (LINHA DE PESQUISA DOCENTE)
docente responsável: Euler Sandeville Jr.

 

Esta linha de pesquisa surgiu a partir de 2002, muito ligada à organização do Núcleo de Estudos da Paisagem (NEP), criado em 2003 a partir dos princípios da Espiral da Sensibilidade e do Conhecimento (2002) e da proposição de estudos da paisagem como experiências partilhadas. O Núcleo reunia assim as duas linhas de pesquisa docente, sendo esta entre 2002 e 2015 prioritária. A pesquisa deu origem ao Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade (LABCIDADE, FAU USP). Os trabalhos são desenvolvidos pelo Professor Euler Sandeville Jr (FAU USP e PROCAM USP), vinculando-se a dois programas de pós-graduação da USP (Arquitetura e Urbanismo e Ciência Ambiental, este até 2016), com pesquisadores de graduação a pós-graduação e colaboradores externos.

Descrição: A pesquisa (2001, parcialmente desativada em 2015 ) teve como ênfase o estudo de CONCEITOS, MÉTODOS, PROCESSOS COLABORATIVOS E APRENDIZAGEM EM AÇÃO para compreensão e transformação das paisagens em que vivemos. Deu origem em 2005 ao grupo de pesquisa Paisagem Cultura e Participação Social e ao Laboratório Gestão e Projeto do Espaço, denominado a partir de 2010 Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade, e contribuiu para a criação de Monumento Natural em Atibaia, de projetos educativos comunitários e de conservação do patrimônio cultural, de legislação urbanística inovadora (Territórios de Interesse da Cultura e da Paisagem), Observatório de Remoções, Universidade Livre e Colaborativa e outros desdobramentos importantes.

Adotou-se a noção de paisagem como experiência partilhada socialmente construída (Sandeville Jr., 2011), reconhecendo suas tensões e contradições, evidenciando o drama humano que abrigam em sua dimensão histórica, ecológica e cultural. Seus fundamentos, projetos, áreas trabalhadas em diversas regiões do país e no exterior estão indicadas em http://www.espiral.fau.usp.br/ e estão disponíveis também neste blog.

O objetivo foi estabelecer uma base conceitual e metodológica para estudos em um enfoque cultural das paisagens, valorizando a imersão e vivência do pesquisador como imprescindível ao estudo da paisagem, na apreensão crítica das percepções, valorações, modos próprios de construir e significar paisagens. Foram realizados também estudos no sentido de análise da gestão, enquanto ação institucional e de política pública e com referenciais de planejamento ambiental. A pesquisa realizou-se pela articulação com projetos de ensino, extensão e orientação a projetos de pesquisa e alunos de graduação, pós-graduação, iniciação científica e pré-iniciação científica, tendo gerado vários artigos em revistas acadêmicas e seminários técnicos, além de oficinas e workshops e ações em parceria com agentes públicos e da sociedade civil visando proteção ambiental e qualificação do espaço público urbano, a partir de processos participativos.

Foi dada grande atenção à vivência dos pesquisadores e seus interlocutores em sua dimensão existencial e antropológica, aos estudos de história oral e observação participante e à contextualização nos processos de produção social do espaço e nas relações sociais implicadas nesses processos em particular. Desde 2008 a pesquisa adotou como prioritário estudos na Região Metropolitana de São Paulo e busca agregar ao que já se trabalhava na etapa anterior processos colaborativos de construção de conhecimento e de construção de políticas públicas. Entre 2011 e 2014 gerou o projeto Universidade Livre e Colaborativa, desenvolvido com moradores de região de Perus.

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